terça-feira, 19 de maio de 2015

tempo



a casa se abana como um barco. assopra o vento forte e desmedido, as paredes de cimento transparecem um sonido agudo. soam como estrelinhas no ar que entra em meus ouvidos. se entre fecho leve as pálpebras posso ver esse dourado a soar. tenho muita sorte.

hoje estava deitada no estúdio de novo. fiquei do lado da janela por um bom tempo e o sol começou a virar e entrar directamente, até que deu nos meus olhos. o olho direito se entreabriu um pouco, pude ver a camada líquida que recobre o globo, vi entre ela a curva que olho faz, como essas imagens do planeta terra que são documentadas pela nasa, onde uma aureola recobre a superfície arredondada, viva.




domingo, 25 de janeiro de 2015

sirene





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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

para vos, sí








y que hay entre conejos, burbujas y pájaros?
y entre mistérios, muñecas y ábacos?
son todos palabras, cacos de sueños
sos nadie, vulvas aladas, sirenas extrañas
un aprendizaje de temblor amoroso
un viaje de vuelo asombroso








segunda-feira, 11 de agosto de 2014

pan-o-rama


Às vezes ponho-me a pensar em coisas que eu nunca vi. Naturalmente só há muito longe, nas outras terras!